Prefeitura de Quixadá

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26-02-2010
Personalidades

Homens e mulheres que construíram Quixadá

A história é uma construção do cotidiano, fatos e pessoas comuns. Os heróis e mitos são criações que querem distanciar os sujeitos sociais de sua responsabilidade transformadora. No entanto, há pessoas das classes dominadas e dominantes que, pelo momento vivido, pelos ideais que lutavam e pela abdicação que tinham, merecem ser lembrados. 

Eram pessoas comuns, mas representam uma série de mudanças promovidas no dia-a-dia das relações pessoais, regionais, nacionais e internacionais. Desta maneira, apresentam-se os seguintes personagens que construíram a história de Quixadá: 

Davi Capistrano Costa

Defensor da democracia e comunista convicto. Organizou as Ligas Camponesas em Pernambuco, onde se elegeu deputado estadual pelo Partido Comunista Brasileiro. Quando teve seus direitos políticos cassados e sua prisão decretada pela ditadura militar, estava em sua terra natal, Quixadá. Tentou refugiar-se no convento onde vivia sua irmã em Carpina, Pernambuco; mesmo assim a casa religiosa foi invadida. Deixou o país e participou da guerrilha espanhola. Em seguida, viveu na Tchecoslováquia. Depois da anistia decretada, embarcou para o Brasil. Quando chegou em São Paulo telefonou para seus parentes. Daí então nunca foi encontrado. 

Jáder Carvalho

Era daqueles cearenses conhecidos por ação em diversas áreas. Chamado de jornalista, poeta, romancista, ensaísta, professor e advogado. Marxista, voltou-se para o trabalho preocupado com as condições sociais de seu povo, o brasileiro e em particular, o nordestino. Foi assim, sobretudo na literatura e no jornalismo. Na literatura, com uma poesia e uma ficção de denúncia. Na imprensa, fundou o Diário do Povo que existiu entre 1947 e 1961. Jáder tinha em mente produzir um jornal independente, plural e democrático. (Fonte: Jornal O Povo). 

José de Barros Ferreira

Comprou em 1747, o sítio Quixadá de Carlos Azevedo. Como residia em Aracati onde já possuía terras e gado, somente oito anos depois, tomou posse de sua nova propriedade. Chegando ao "sítio Quixadá" construiu o alicerce de onde seria a cidade. Ele fundou casas de moradia, capela e curral. 

José Bonifácio de Souza

Sua vida foi dedicada a resgatar a história do Ceará. Publicou várias obras em destaque para "Quixadá - de fazenda a cidade" editada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 1955. Também incentivou a cotinocultura no município tendo em 1926, promovido juntamente com o agrônomo Oscar Ferreira Leitão a 1ª Exposição Algodoeira de Quixadá. 

José Linhares da Páscoa

Funcionário público, defensor da democracia e da liberdade de expressão. Editou em diversas oportunidades pasquins - jornais locais de pequena circulação. Candidatou-se várias vezes a prefeito do município, sempre representando forças oposicionistas. Foi eleito em 1966 numa lendária campanha do "Tostão contra o Milhão". "Zé da Páscoa", sem recursos financeiros era identificado como o "Tostão"; já José Okka Baquit, industrial de uma família de maiores posses era conhecido como o "Milhão" que foi derrotado. Faleceu quando respondia pela Secretaria de Finanças na primeira gestão do ex-prefeito Ilário Marques. 

José Martins Rodrigues

Advogado que fez história participando diretamente das decisões políticas regionais e nacionais. Elegeu-se deputado estadual em 1935. Foi secretário de Estado do Interior e Justiça, de Fazenda e de Agricultura e Obras Públicas. Em 1950, foi eleito deputado federal. Reelegeu-se seguidamente até a cassação de seus direitos políticos pelo presidente Costa e Silva em 1968. Foi uma voz no Congresso que não deixou calar contra ditadura militar. Lecionou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará e foi ainda ministro da Justiça no governo de Raniere Mazzilli. 

Rachel de Queiroz

Primeira mulher a ocupar uma vaga na Academia Brasileira de Letras. A imortal escolheu Quixadá como sua terra. Apesar de ter nascido em Fortaleza, Rachel foi criada na Terra dos Monólitos na fazenda "Não me deixes" no distrito de Daniel de Queiroz. Periodicamente, vinha reencontrar-se com, segundo ela, sua fonte de inspiração: o sertão quixadaense. Lutou para a criação do Parque Nacional dos Serrotes em Quixadá.

Aderaldo Ferreira de Araújo

Mais conhecido como "Cego Aderaldo" foi um poeta popular cearense que se destacou por seu raciocínio rápido improvisando rimas  e repentes. O cego Aderaldo descobriu o dom da rima na cidade que adotou como sua, Quixadá, pouco depois de perder a visão em um acidente. Segundo o próprio, a descoberta ocorreu quando teve um sonho em versos. Quando sua mãe faleceu, cego Aderaldo decidiu viajar pelo sertão nordestino fazendo suas rimas.

Cego Aderaldo morreu em Fortaleza aos 89 anos, sem nunca ter casado, criando porém 24 filhos adotivos.

 

 

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